Rabu, 30 Oktober 2013

História do Chá: Cha Ma Gu Dao (Antiga Rota do Chá e Cavalo) - Parte II

Continuando o artigo da semana passada, leia abaixo mais detalhes desta incrível Rota do Chá e Cavalo.

Estátua na cidade de Pu'er em homenagem à Rota do Chá e Cavalo. Foto: chinawatch2050.com

O Chá em Questão

O chá carregado na Rota do Chá e Cavalo sofreu mudanças de acordo com o tempo. Se imaginarmos que esta Rota começou nos idos de 600 AC e terminou praticamente há cerca de 600 anos atrás, certamente o chá que era comercializado sofreu alterações durante o tempo.

Basicamente, segundo algumas fontes, os chineses começaram a transportar um chá preto de baixa qualidade (o chá verde não aguentava a jornada e por isso necessitava ser oxidado), e durante a viagem até seu destino final, ocorria sua fermentação virando o princípio do que é conhecido hoje como o chá pu'er (inclusive naquele tempo citam o calor e suor da mula de transporte como grande agente de sabor para um bom pu'er). Por outro lado, também é dito que o comércio do pu'er propriamente conhecido nos dias de hoje, só ocorreu a partir da Dinastia Tang 700 DC (quando houve maior refinamento e estudo sobre o chá). Outras fontes também citam que de acordo com o tipo de cavalo que os tibetanos mandavam, os chineses enviavam de volta um chá correspondente em qualidade. Outra informação é sobre o envio de Yacha, um chá feito na vila de Ya'an (Sichuan) que os tibetanos apreciavam muito por conter grandes folhas, perfeitas para serem consumidas como parte de sua refeição, deficiente em vegetais devido ao clima da região.

Monge tibetano servindo o chá amanteigado. Foto: Antoine Taveneaux - Wikipedia

Os tibetanos são famosos por consumir seu chá amanteigado (escrito como bod’ja ou pu’ja entre outras grafias) parecido com uma sopa, sendo acrescentado à espessa infusão feita a partir do pu'er (o chá favorito deles desde sua descoberta) gordura de Iaque e sal, sendo por fim batido em um aparato (Mdong Mo) para se obter um líquido espumoso. Existem alguns tibetanos que tomam até 50 xícaras deste chá por dia, como parte da sua dieta.

A negociação da Rota esbelecia que um cavalo valia de 20 a 50 quilos de chá, dependendo da sua época.


O Fim da Rota

O fim da Antiga Rota do Chá e Cavalo aconteceu após a Segunda Guerra Mundial (aproximadamente em 1950-60), quando a construção de rodovias, e a modernidade dos trens e veículos motorizados, substituíram a tradicional caravana. Algumas partes da Rota ainda existem até hoje, funcionando como estrada de acesso entre os vilarejos e atração turística para visitantes.

Nos anos de 2005 e 2006 foram feitas reproduções da Rota com caravanas montadas parecidas às originais, reavivando esse lado cultural e histórico. A primeira caravana entitulada "A Rota do Chá e Cavalo Carregando Precioso Tributo à Capital" reverteu a venda dos pu'ers levados na jornada para caridade da Liga Comunista Jovem da China.


Vídeo e Livros para A Rota do Chá e Cavalo

Para registrar este importante fato na história da China, o diretor Zhuangzhuang Tian fez este documentário chamado "Tea-Horse Road Serie: Delamu" (2004). Ele conta através da vida de alguns moradores nas vilas étnicas situadas na borda oeste de Yunnan e Sichuan como tudo aconteceu. Existe esta versão online, em chinês/tibetano/dialetos locais, que pode ser vista clicando na imagem abaixo. Infelizmente não há legendas em inglês e seria de grande valia pois há muitos depoimentos neste filme que possui belíssima fotografia - o que faz valer a pena assistí-lo mesmo sem compreender a língua. Também é possível termos melhor idéia, em imagens, do que se tratava este árduo caminho pelas montanhas.

Assista ao documentário Delamu clicando na imagem acima

Mais acessível e com legendas, existe também este seriado, da CNTV, onde é possível ver sobre a Rota do Chá e Cavalo. Ele tem 8 partes, infelizmente algumas estão cortadas, mas para conhecimento geral já é um bom começo.

Parte 1

Parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=jmz-VbQ9S8Y
Parte 3 - http://www.youtube.com/watch?v=Bxv_ULrBfac
Parte 4 - http://www.youtube.com/watch?v=JS0DM8C9TWE
Parte 5 - http://www.youtube.com/watch?v=2n-7tO_qKpg
Parte 6 - http://www.youtube.com/watch?v=_wKlAxQYSW0
Parte 7 - http://www.youtube.com/watch?v=KJ0BwaKCnts
Parte 8 - http://www.youtube.com/watch?v=X-Er3bwtLC0

A cada dia a Rota do Chá e Cavalo tem sido mais valorizada pelo seu exclusivo valor cultural no mundo e o governo Chinês tem investido em sua conservação assim como seu valor turístico tem surgido conforme comentado anteriormente. Abaixo segue uma série de 3 episódios sobre a Rota, focados no turismo da região, falado em inglês, que também mostra um pouco da sua história.


Parte 2- http://english.cntv.cn/program/travelogue/20100928/103040.shtml
Parte 3- http://english.cntv.cn/program/travelogue/20100929/103023.shtml

O escritor Michael Yamashita fez um vídeo falando do seu livro que trata da Rota do Chá, mostrando em imagens mais sobre o tema, incluindo o Tibet nos dias atuais.



Indicação de leitura (todas em inglês):
- The Ancient Tea Horse Road: Travels With the Last of the Himalayan Muleteers, Jeff Fuchs
Site do autor: http://www.tea-and-mountain-journals.com/
- The Tea Horse Road: China's Ancient Trade Road to Tibet, Michael Freeman
- Ancient Sichuan - Tibet Tea-horse Road, Lianchung Nangsa
- Shangri-La, Along the Tea Road to Lhasa, Michael Yamashita


* Fontes que utilizei nesta pesquisa:
http://en.wikipedia.org/wiki/Ancient_tea_route
http://www.silkroadfoundation.org/
http://houdeblog.com/
http://www.imdb.com/title/tt0416634/
http://www.horseroadtea.com/tea-horse-road-tea-history.html
http://gochina.about.com/od/yunnanprovinceguide/qt/An-Introduction-To-The-Ancient-Tea-Horse-Road.htm
http://www.aurlaea.com/article-180-ch_m_g_da_tibet_and_the_tea_horse_road.html
http://www.chinaheritagequarterly.org/
http://www.cantonteaco.com/
http://www.tea-and-mountain-journals.com/
http://www.chinatravel.com/chamdo-attraction/ancient-tea-horse-road/
http://www.tuochatea.com/ancient-tea-horse-road.aspx
The Story of Tea, A Cultural History and Drinking Guide; Mary Lou Heiss e Robert J. Heiss, 10 Speed Press


* Este artigo é o fruto de um trabalho de pesquisa séria, que me toma bastante tempo e que faço com o maior prazer. Caso você queira reproduzí-lo na íntegra ou fazer alguma citação do seu conteúdo, por favor, entre em contato e nunca se esqueça de colocar os créditos para o meu site. 
Agradeço pela consideração.

Senin, 28 Oktober 2013

Chá Preto da Amaya, direto de Registro (SP)!

Em todos os workshops de chás que ministro, quando chega a hora de falar da produção de chá nacional é sempre triste lembrar que a plantação da Camellia sinensis vem perdendo cada vez mais espaço. O que me fez ficar duplamente feliz quando recebi o contato do pessoal da Amaya Tea que vêm fabricando o chá preto na região de Registro, no Vale do Ribeira, investindo neste mercado.

Chá Preto Amaya

Dessa outrora grande região produtora de chás, eu conheço o Chá Ribeira que para mim já era um chá muito bom (era fresco, sabor leve). E quando abri a embalagem do chá Amaya também fiquei bem surpreendida com sua apresentação e seu aroma perfumado, muito gostoso.


Não há descrição sobre o tipo de chá mas ele parece um Assam, o estilo das folhas remete à um broken leaf, sendo seu tamanho bem pequeno e resultando em um liquor forte, bem encorpado com cor cobre profundo, muito bonito. Ele possui notas levemente florais, também sinto um pouco de mel, mas seu corpo é robusto, maltado, como um bom chá preto tradicional deste estilo deve ser. Muito pouca ou nenhuma adstringência (dependendo do preparo - se preferir um chá forte, feito com mais chá do que o indicado, ele apresenta leve adstringência). O Amaya Tea é muito correto e deve satisfazer aos que gostam de uma boa xícara de chá da tarde, com ou sem acompanhamento - também deve se sair muito bem aos que gostam de adicionar um pouco de leite. E consigo imaginar este chá como uma excelente base para blends, você pode fazer em casa alguns testes, adicionando especiarias ou frutas. Ou fica de sugestão para as grandes lojas gourmet, afinal, um chá brasileiro de personalidade é sempre bem-vindo ao mercado.

Minha indicação para seu preparo é uma colher cheia de chá para 400ml de água à 90ºC por 3 minutos.
Para encontrar o chá na sua região e maiores informações, visite o site:
http://helioamaya.com.br/

Vamos prestigiar o mercado brasileiro com produtos de qualidade!

Kamis, 24 Oktober 2013

História do Chá: Cha Ma Gu Dao (Antiga Rota do Chá e Cavalo) - Parte I

As rotas comerciais foram criadas para a troca de mercadorias entre lugares remotos há milhares de anos atrás. Junto com seu valor físico, os produtos levados também proporcionavam a troca cultural entre países, onde alguns valores perduram até hoje.

Praticamente no mesmo tempo do surgimento da famosa Rota da Seda (200 AC), existia a chamada Antiga Rota do Chá e Cavalo (Cha Ma Gu Dao, alguns também a chamam de Cha (chá) Ma (cavalo) Dao (rota) e em seus primórdios foi nomeada  Shu Shang - Du Dao, referindo-se ao começo da rota na cidade de Sichuan, Shu Shang, e o seu fim na India, Du Dao). Há indícios históricos que este caminho já era utilizado muito antes deste tempo, nos idos de 2700 AC como forma de migração e comunicação dos povos antigos da região. 

Ilustração que mostra a Rota do Chá. Fonte: houdeasianart.com

Sua História

Esta Rota em verdade tinha origem tanto na província de Sichuan quanto na, hoje, cidade de Yunnan. E a partir dessa região sudoeste da China, seu caminho de aproximadamente 2500 quilômetros (6 meses de jornada) atravessava mais de 70 montanhas (algumas com mais de 3000 metros de altitude!), mais de 50 rios e os dois maiores platôs da China (com clima variando do desértico à neve), chegando à India e sul do Himalaia. Eles trocavam com a China produtos como sal, açúcar, chá, animais, ouro, pedras preciosas, frutas secas, etc., e no desenvolver das eras, haviam também produtos refinados como porcelana, papel, tinta, tecidos, remédios, tabaco, ópio, esculturas em madeira, etc. Porém, durante um longo tempo, o objetivo principal da troca era a obtenção de cavalos provindos do Tibete. A China em constantes conflitos de poder necessitava de cavalos de guerra, que não existiam no país, e o Tibete sendo um grande consumidor do chá, buscava a planta em sua origem. Desta troca direta entre estas regiões (acentuada a partir da Dinastia Song - 900 DC), nasceu o nome Rota do Chá e Cavalo, fazendo referência às suas principais mercadorias. Há indícios que esta rota também se expandia para o sul, atingindo o Vietnã, Laos, etc.

Carregadores de chás na província de Sichuan, China, 1908, Foto: Ernest Henry Wilson

Ao contrário do que se imagina, a carga de chás era muitas vezes levada nas costas por carregadores, e o seu peso poderia chegar a 150 quilos com os objetos pessoais da pessoa como comida, pares de sandálias extras para a longa caminhada, etc. Eles utilizavam o auxílio de uma espécie de bengala para as partes mais íngremes pois de acordo com o depoimento de alguns carregadores, um escorregão era o suficiente para que você morresse. A história conta que como os caminhos eram muito sinuosos, os humanos tinham mais facilidade em levar a carga em alguns trechos. Mas também haviam algumas mulas, cavalos e iaques para auxiliar o transporte, sendo muitas vezes necessário suspender os animais (e os próprios humanos) na hora de atravessar os rios, o que dificultava mais a jornada. Isso sem mencionarmos que desde aquele tempo já existiam as adversidades humanas como os ladrões saqueadores de cargas ou sequestradores em busca de comerciantes importantes que se juntavam à caravana. Em uma jornada diária era possível andar 30 km com os animais, nos melhores dias.

Mapa mais detalhado da Rota. Fonte: english.cri.cn

Esta parte da história é muito importante para o desenvolvimento da China e alguns de seus povoados. Tanto em sua parte cultural como religiosa. Onde esta rota passou, diversas comunidades se formaram, construindo uma verdadeira torre de Babel, com vizinhos que falam línguas diferentes e possuem costumes diferentes mas moram tão próximos. A religião também teve grandes contribuições, tendo seus deuses desenvolvidos através da Rota, pois cada montanha em seu caminho é sagrada (também existem templos, mesquitas e até capelas construídas ao longo do percurso). Muitos monges viajaram por essas trilhas e nelas algumas ramificações de filosofias orientais se desenvolveram e até nasceram. Peter Goullart, escritor russo muito viajado e especialista em transcrever diferentes estilos de cultura, certa vez disse:

"Poucas pessoas compreenderam o quão vasto e sem precedentes fora esta expansão súbida do tráfico da caravana entre a India e a China, ou o quão importante ela se tornou. Foi um fenômeno único e espetacular. Nenhuma história completa ainda foi escrita sobre ela, mas ela viverá para sempre em minha memória como uma das grandes aventuras da humanidade. Mais que isso, ela demonstrou ao mundo de forma bem convincente que se toda a modernidade em comunicação e transporte forem destruídas por um cataclisma atômico, o humilde cavalo, amigo antigo do homem, estará sempre pronto para batalhar novamente nos caminhos entre os povoados distantes e as grandes nações."





* Este artigo é o fruto de um trabalho de pesquisa séria, que me toma bastante tempo e que faço com o maior prazer. Caso você queira reproduzí-lo na íntegra ou fazer alguma citação do seu conteúdo, por favor, entre em contato e nunca se esqueça de colocar os créditos para o meu site. 
Agradeço pela consideração.

Selasa, 22 Oktober 2013

Ensinando sobre chás, tão apaixonante quanto o próprio chá

Quando tive a idéia de realizar o workshop para os interessados no mundo dos chás, não imaginei que seria tão gratificante conhecer tantas pessoas interessantes e entusiastas desta bebida. Com apenas alguns meses compartilhando o que sei sobre o assunto, já tive o prazer de ter em minhas turmas alguns cervejeiros, connoisseurs de vinhos, pessoas buscando o ramo comercial do chá, curiosos de bom paladar, casais e amigos com mente aberta à este mundo, e no meio de tudo isso, recebi até uma criança. Tudo muito motivante para que eu continue neste caminho, estudando mais e compartilhando mais.

Local do Workshop de Degustação de Chás no Empório Embahú

Realizei um workshop na capital de São Paulo, documentado neste post,  mas não contei sobre quem têm vindo até meu Empório, nas montanhas paulistanas, para descansar ao meio da natureza e participar do curso. Aqui em São Bento do Sapucaí, que fica há cerca de 2-3 horas da capital, as pessoas aproveitam o final de semana para conhecer um lugar diferente e em uma das tardes, se dedicam ao Workshop de Chás Gourmet.

Material didático utilizado no curso de chás

No curso as pessoas recebem o material didático, com um manual de referência rápida e outros adendos da parte histórica (que é ensinada como parte do conteúdo), além de material de suporte para a degustação de chás.

Mesa do Workshop de Chás Gourmet feito com horário marcado no Empório

Após a passagem pela parte teórica, fazemos degustações de chá orientadas, com a finalidade de desenvolver o paladar das pessoas voltada à bebida em questão. Todos acompanham o preparo correto do chá enquanto a bebida é feita, compreendendo melhor este importante processo antes de prová-lo.

Curso para muitas pessoas realizado na capital de SP. Foto: Rebeca A.

A última etapa do Workshop é a harmonização com outros alimentos. Aqui mostramos como trabalhar com as harmonizações do chá fazendo alguns exemplos práticos e discutindo os resultados. 

O aluno Rodrigo trouxe sua própria harmonização: Charuto Cohiba para o Lapsang Souchong. Foto: Saori N.

No meio do curso sai muito bate-papo, dúvidas são expostas, e a tarde passa voando. Quando percebemos já é fim de tarde e todos, inclusive eu, aprendemos muito!

Todos os chás utilizados em um dos cursos. Foto: Saori N.

Para completar este texto, compartilho abaixo alguns depoimentos do pessoal que fez o curso (atualizarei conforme houverem novos) para que eles também digam a experiência que tiveram nestas tardes. E espero que isso incentive aos que buscam informações sobre os chás que venham nos conhecer aqui no Empório! 

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"Depois do worskhop vejo o chá com outros olhos... essa bebida do dia a dia traz tanta riqueza de detalhes... aprendi a diferenciar chá de infusão, sobre a planta e a apreciar melhor uma boa xícara de chá. As dicas de harmonização foram ótimas. Yuri, você está de parabéns por conseguir transmitir de uma forma tão simples e prazerosa tantas informações valiosas e acompanhado de bons goles de chás deliciosos! Recomendo este workshop para quem quer conhecer o mundo dos chás!"
Lidia S. (SP)

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"Meu interesse em participar do workshop era basicamente aprender como preparar melhor o chá para poder usufruir mais corretamente desta bebida. No entanto, o workshop foi muito além, a diversidade de tipos de chá apresentada me surpreendeu e as harmonizações abriram portas para novas experiências. Yuri, estou aguardando uma oportunidade para fazê-lo novamente!"
Renato W. (SP)

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"O Workshop de Chás da Yuri foi muito interessante, esclarecedor e delicioso! Minha mente se abriu para as inúmeras possibilidades de sabores e aromas que a camellia sinensis pode oferecer, o que estimulou bastante meu paladar e fisgou ainda mais a minha atenção para o assunto. Além disso, a paisagem local de São Bento do Sapucaí contribui para que a experiência seja ainda mais prazerosa e inesquecível!"
Thais M. (SP)

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"Gostariamos de agradecer, eu e o João pelo belissíma experiência que você e o Cláudio nos proporcionaram no final de semana passado. Nos sentimos muito bem cuidados e aconchegados em nossa estadia no Chalé, que é uma graça, encantador. Só de lembrar daquele seu bolo e a farofa de mel fico com água na boca! O café da manhã foi uma experiência á parte... A delicadeza da musiquinha ao fundo, a riqueza dos detalhes a simplicidade da terra e os sabores dos seu quitutes...tudo muito harmonizado e especial.
E o seu workshop de chás consideramos como a nossa iniciação nesse Universo apaixonante, o qual você conhece muito bem.
Parabéns pela iniciativa."

Juliana e João (RJ) - fizeram o Workshop e se hospedaram em meu chalé

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"De cara, a diferença entre chá e infusão ajudou na quebra de paradigmas, o que me levou a pensar que seria uma experiência e tanto participar do workshop! Naquele instante, vi que não conhecia nada sobre o universo dessa bebida... não basta somente esquentar a água e deixar o saquinho boiando, há todo um “ritual” a ser seguido. Combinar temperatura, quantidade, tempo... nada tão simples, e ao mesmo tão complicado de ser seguido.
A oportunidade de harmonizar uma bebida não alcoólica com charutos foi algo inédito na minha carreira de tabagista ocasional!
Workshop altamente recomendado!"
Rodrigo A. (SP)

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"Achei o workshop super interessante, pois eu nunca havia comparado de fato os diferentes tipos de chás, assim como não tinha conhecimento sobre os processos de oxidação e o modo de preparo de cada um. A história do chá também foi um ótimo aprendizado, me fez valorizá-lo mais ainda. E depois do workshop, percebi que estou prestando mais atenção no sabor, aroma e na coloração dos chás que eu tomo (e é chá mesmo, não é infusão!). Recomendo esta experiência tanto para os que já possuem afinidade com gastronomia quanto para os que querem apenas satisfazer a curiosidade!"
Simone S. (SP)

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O Empório Embahú

A todos os que fizeram o curso até hoje, meu muito obrigada e recebam meu incentivo para que continuem no caminho do chá.

Aos interessados, basta entrar em contato através do meu formulário.

Até breve!

Jumat, 18 Oktober 2013

Uma pausa para o chá...


"Uma pausa para o chá... e a vida segue mais tranquila"
chaarteevida.blogspot.com

Rabu, 16 Oktober 2013

Chás Gourmet da Talchá

Tive a oportunidade de experimentar alguns chás da marca paulistana Talchá, com sua linda apresentação moderna de embalagem, e trago algumas indicações nesta postagem.


A Talchá, que possui duas lojas em shoppings na capital de São Paulo, foi fundada em 2011. Lembro de ter visitado sua primeira loja quando estava a passeio na cidade mas só agora pude realmente experimentar alguns de seus produtos. Os chás acompanham um livreto explicativo muito didático, com orientações de preparo para toda linha de chás e infusões da marca. Abaixo falarei de alguns destaques.

Quando abri a embalagem do tradicionalíssimo chá branco Silver Needle fiquei muito encantada com a qualidade dos brotos da Camellia sinensis que encontrei. Eram perfeitos, com coloração palha e possuíam aquela textura aveludada, desejada no chá branco. Após sua infusão, seu liquor não deixou nada a desejar. Leve, frutado, fresco, sabor final bem equilibrado. O líquido quase cremoso, com pequenas bolhas de ar em sua superfície, nos convida a realizar múltiplas infusões das mesmas folhas - o que é possível devido à sua qualidade. Um dos melhores chás branco que tomei até hoje.

Silver Needle: antes de depois da infusão

Outra boa surpresa foi o tradicional Dung Ti Oolong, proveniente de Taiwan. Este oolong de oxidação próxima à do chá verde tem um perfume muito agradável , floral (orquídea), corpo herbal, com sabor leve e muito completo ao paladar. E assistir o desenrolar das suas pequenas esferas durante a infusão gera uma fascinação, como a do desabrochar de uma flor. Este chá também permite múltiplas infusões.

 Dung Ti Oolong: Antes e depois da infusão

Além desses dois chás, também gostaria de recomendar o Matcha da Talchá. Diferente da maioria que conhecemos por aí, este matcha tem sua matéria prima proveniente da China e Quênia. O resultado é um chá bem saboroso, com sua porção vegetal esperada e textura cremosa.

Para os que estão fora da capital paulista, a Talchá possui site com informações e vendas online: http://talcha.com.br/

Rabu, 09 Oktober 2013

Aventura ou Chá?


"Você gostaria de uma aventura agora,
ou você prefere tomar o seu chá primeiro?"
- Peter Pan

Minggu, 06 Oktober 2013

Receita: Bolo Especial da Yuri

Com base na receita de bolo de cenoura americano, fiz minha versão que recebeu muitos elogios até hoje. Alterei a composição da massa, adicionei um recheio que ficou vital para o conjunto e segui com uma cobertura básica de cream cheese. É um bolo muito bom para o chá da tarde, sobremesa ou até para completar a mesa de uma festa.

Bolo da Yuri
Bolo Especial da Yuri

Não se assustem com a apresentação da foto acima. Você pode fazer o seu acabamento de maneira bem simples e ele ainda continuará delicioso! É um bolo relativamente fácil de se fazer - só possui muitos ingredientes -, e mesmo que você erre algum passo, continuará bom.

Bolo da Yuri
Fatia do bolo

Bolo Especial da Yuri

- Ingredientes da massa do bolo
2 ovos
1 xícara de óleo vegetal
raspas da casca de meia laranja
1/2 colher de essência de baunilha
175 gramas de açúcar mascavo
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de chá de bicarbonato de sódio 
1/2 colher de chá de canela em pó
1/2 colher de chá de cravo em pó
1/2 colher de chá de noz moscada
1/2 colher de chá de sal
200 gramas de cenoura ralada (rale a cenoura antes de começar a preparar o resto)
100 gramas de amêndoas (dê uma tostada antes em frigideira até começarem a ficar torradas no meio e pique grosseiramente)
3/4 xícara de coco ralado
3/4 xícara de uvas passa

- Preparo da massa
Separe três tigelas, uma grande e duas médias.
Na tigela grande misture (à mão) os ovos e óleo até ligarem. Adicione o açúcar e misture bem até que se dissolva. Por fim, adicione as raspas da laranja com a essência de baunilha, misture e reserve.
Na tigela média, peneire a farinha, bicarbonato, canela, cravo, noz moscada e sal. Misture e reserve.
Na outra tigela, misture as amêndoas, o coco e as uvas passa. Reserve.
Voltando à tigela grande, com a mistura de ovos, adicione os ingredientes secos previamente misturados e mexa bem. Adicione a cenoura e misture novamente. Por fim, adicione o conteúdo da outra tigela (das amêndoas) e misture novamente.
Em forma quadrada, tamanho médio, e untada, espalhe a massa até que fique uniforme (a massa tem consistência pesada). Em forno pré-aquecido de 180ºC asse por 40 minutos ou até que um palito espetado saia limpo. Esta massa não cresce muito.


- Ingredientes do recheio
1 abacaxi inteiro
1 xícara de açúcar (se o abacaxi estiver muito azedo, aumente à gosto)
3 colheres de sopa de creme de leite

- Preparo do recheio
Descasque o abacaxi e corte em pedaços pequenos. Leve ao fogo em uma panela. Deixe que cozinhe em seu próprio líquido até que amoleça. Adicione o açúcar e deixe cozinhar por mais 3 minutos. Retire do fogo, peneire, volte o abacaxi para a panela juntamente com o creme de leite e ferva. Deixe esfriar.


- Ingredientes da cobertura
150 gramas de cream cheese
100 gramas de manteiga
2 xícaras de chá de açúcar de confeiteiro
1 colher de sopa de essência de baunilha

- Preparo da cobertura
Com a batedeira, misture o cream cheese e manteiga até que fique cremoso e leve. Adicione o açúcar de confeiteiro e bata até que tenha consistência firme. Por último adicione a baunilha. Reserve (se estiver um dia muito quente é bom reservá-lo em geladeira até a hora do uso e dar uma leve misturada antes de usá-lo).


- Montagem do bolo
Corte o bolo já frio pela metade e nivele suas superfícies para que fique o mais reto possível. Em uma metade espalhe o recheio de abacaxi por toda superfície, por igual. Coloque a outra metade da massa assada por cima e cubra com a cobertura (você pode deixá-la somente no topo da massa, sem fazer as laterais, fica rústico e bonito). É aconselhável guardar o bolo em geladeira e consumí-lo rápido.


Bolo no café da manhã do meu chalé

Tenho certeza que ao assar a massa a sua cozinha será inundada pelo aroma fantástico deste bolo. Na foto acima podemos ver como ele fica bonito apresentado à mesa. Não esqueça do seu chazinho (inúmeras opções harmonizam com este bolo) para acompanhar!

Rabu, 02 Oktober 2013

A vida é como uma boa xícara de chá...


"A vida é como uma boa xícara de chá: tudo depende de escolhas e preparo."
- http://chaarteevida.blogspot.com/